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Les vampires, gravura francesa de 1820


O Vampiro é um ser mitológico ou folclórico que sobrevive alimentando-se da essência vital de criaturas vivas (geralmente sob a forma de sangue), independentemente de ser um morto-vivo ou uma pessoa viva. Embora entidades vampíricas tenham sido registradas em várias culturas, possivelmente em tempos tão recuados como a pré-história,o termo vampiro apenas se tornou popular no início do século XIX, após um influxo de superstições vampíricas na Europa Ocidental, vindas de áreas onde lendas sobre vampiros eram frequentes, como os Balcãs e a Europa Oriental, embora variantes locais sejam também conhecidas por outras designações, como vrykolakas na Grécia e strigoi na Roménia. Este aumento das superstições vampíricas na Europa levou a uma histeria colectiva, resultando em alguns casos na perfuração de cadáveres com estacas e acusações de vampirismo.

Embora mesmo os vampiros do folclore balcânico e da Europa Oriental possuam um vasto leque de aparências físicas, variando de quase humanos até corpos em avançado estado de decomposição, foi em 1819, com o sucesso do romance de John Polidori The Vampyre, que se estabeleceu o arquétipo do vampiro carismático e sofisticado; este pode ser considerado a mais influente obra sobre vampiros do início do século XIX, inspirando obras como Varney the Vampire e eventualmente Drácula.

É, no entanto, o romance de 1897 de Bram Stoker, Drácula, que perdura como a quinta essência da literatura sobre vampiros, e que gerou a base da moderna ficção sobre o tema. Drácula inspirou-se em mitologias anteriores sobre lobisomense outros demónios lendários semelhantes, e "deu voz às ansiedades de uma era", e aos "medos do patriarcado vitoriano". O sucesso deste livro deu origem a um género distinto de vampiro, ainda popular no século XXI, com livros, filmes, jogos de vídeo e programas de televisão.

O vampiro é uma figura de tal modo dominante no género de terror que a historiadora de literatura Susan Sellers coloca o actual mito vampírico na "segurança comparativa do fantástico existente nos pesadelos"

O termo entrou na língua portuguesa no século XVIII por via do francês vampire, que o tomou do alemão Vampir, que por sua vez o tomou emprestado no início do século XVIII do sérvio/vampir, quando Arnold Paole, um suposto vampiro, foi descrito na Sérvia na época em que esse território estava incorporado no Império Austríaco. O Houaiss dá ainda como possível origem o húngaro, além do sérvio, apresentando como formas históricas vampire (c.1784), vampiro(1815) e vampyro (1857). Uma das primeiras ocorrências do termo registadas na língua portuguesa surge num texto português datado de 1784, em que é usada a forma vampire, indicando a sua proveniência directa do francês. Em 1815 regista-se já a forma actual, vampiro.

A forma sérvia encontra paralelo em virtualmente todas as línguas eslavas: búlgaro e macedónio (vampir), croata upir /upirina, checo e eslovaco upír, polaco wapierz, e (talvez por influência eslavo-oriental) upiór, ucraniano (upyr), russo (upyr'), bielorrusso  (upyr), do antigo eslavo oriental  (upir'). (Note-se que muitas destas línguas também integraram posteriormente o termo "vampir/wampir" por influência Ocidental; essas formas são distintas das palavras nativas originais para a criatura.) A etimologia exacta não é clara. .Uma outra teoria, com menor divulgação, é a das línguas eslavas terem tomado a palavra a partir de um termo turco para "bruxo" (e.g., o tártaro ubyr).

Acredita-se geralmente que o primeiro uso registado do russo arcaico (Upir') encontra-se num documento datado de 6555 (1047 AD). É um cólofon num manuscrito do Livro dos Salmos escrito por um padre que transcreveu o livro do glagolítico para o cirílico por encomenda do Príncipe Volodymyr Yaroslavovych. O padre escreve que o seu nome é "Upir' Likhyi ", que significa algo como "Vampiro Malvado" ou "Vampiro Louco". Este nome aparentemente estranho tem sido citado tanto como um exemplo do paganismo que à época ainda persistia, assim como do uso de alcunhas como nomes próprios.

Uma outra instância da palavra em russo arcaico ocorre no tratado anti-pagão "Diálogos de São Gregório", datado entre os séculos XI e XIII, onde é registado o culto pagão de upyri.

 

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~# ADRIANO SIQUEIRA #~

Nome: Adriano Siqueira
Cidade: São Paulo - SP
País: Brasil
E-mail: siqueira.adriano@gmail.com

Paulista, diagramador e design gráfico, em 44 anos de vida, Adriano Siqueira colecionou livros, HQs, Filmes, Cds e tudo mais que existe sobre vampiros.

Em 1996, começou a escrever contos de terror e vampiros e por este motivo conheceu muitas pessoas que apreciavam este universo. Enviava os contos por e-mail, mas com o sucesso criou um site só para colocá-los. Os comentários sobre eles foram tão positivos que, no ano 2000, o autor criou um site exclusivo sobre vampiros, para poder divulgar não só seus contos, mas também, as obras dos escritores nacionais, que cediam seus livros para serem entregues como prêmio nos Concursos de Contos, e eventos.
O site “Adorável Noite” www.contonoturno.hpg.com.br (que atualmente é o www.adoravelnoite.com) deixou a sua marca no pescoço desta nova fase da cultura nacional, através da divulgação de peças teatrais e curtas metragens.
Paralelamente a criação do site, Siqueira participou da criação do grupo de novos escritores “Tinta Rubra”, primeiro grupo de escritores de vampiros da internet.
Em 2001, lançou seu primeiro zine de contos de vampiros e terror do Brasil.
Denominado “Adorável Noite”, o zine passou a divulgar a arte dos novos escritores e até hoje é distribuído nas vampergrounds paulistas e eventos de ficção científica.

Foi autor convidado nas antologias literárias Amor Vampiro - 2008, Draculea - o livro secreto dos vampiros - 2009 e Metamorfose - A fúria dos lobisomens - 2009.
Hoje, além de escrever, Siqueira é consultor de novos sites sobre vampiros, ministra palestras sobre vampiros, participa de exposições, cede entrevistas para TV, Rádio e jornais e atualmente produz curtas metragens, HQs e radionovelas sobre vampiros.

Editor dos sites
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~# Vampiros de Carne e Osso #~

Por André Machado

 Vampiros são monstros que não existem na vida real, certo? Errado. Por mais que Drácula seja fruto da imaginação de Bram Stoker, lembremo-nos de que duas das fontes utilizadas na criação do personagem eram pessoas de carne e osso. Uma, Vlad Tepes II, da Valáquia; outra, a  Condessa Bathory. Se Tepes não era bem um vampiro, apesar de beber o sangue de seus inimigos, a condessa não só tomava sangue, como se banhava nele à vontade, acreditando ser o precioso líquido a fonte da juventude. No mundo moderno, pessoas com essa estranha compulsão não deixaram de existir -pelo contrário, a cada ano surge alguém em algum lugar acusado de atacar pessoas furtivamente para sugar seu sangue. Alergistas americanos da Universidade de Idaho já afirmaram que a ânsia por sangue é fruto de uma dependência alérgica de alimentos ricos em proteínas. Ou seria simplesmente uma maldição? Assim relato aqui os mais estranhos casos de vampiros reais nos últimos tempos. O leitor que julgue por SI mesmo.

 

Os hippies vampiros – Em 1972, na Colômbia, crianças foram raptadas e tiveram seu sangue chupado por hippies, segundo denunciaram moradores da cidade de Honda. Cinco crianças teriam sido vítimas dos adeptos do blood power, e mais uma revelou ter sido seqüestrada no distrito vizinho de Espinal. Mas conseguiu escapar ilesa.

 

Caça aos mortos-vivos em Calcutá – Cadáveres de mendigos surgiram misteriosamente nos becos dessa cidade indiana em maio de 1973. Tinham marcas de mordidas no pescoço, aparentemente produzidas por aparelhos mecânicos (a polícia não esclareceu de que tipo). De qualquer modo, assim que soube da onda vampiresca, a população ficou em pânico e saiu às ruas armada de tacapes e estacas de madeira. Cinco maltrapilhos com aparência suspeita acabaram linchados pela multidão enfurecida, e outros 20 saíram feridos. Depois dessa reação, é bem provável que os vampiros tenham abandonado Calcutá.

 

Hora do espanto em Guarulhos – Este município paulista também virou point dos discípulos de Drácula naquele maio fatídico de 73. João Carlos da Costa apareceu morto com as tradicionais marcas de dentes no pescoço, certa noite, no bairro de Bonsucesso. E Maria Nogueira, outra vítima em potencial, conseguiu no entanto salvar seu pescoço, após ser atacada de repente ao caminhar por uma rua escura. O atacante novamente sumiu como todo bom vampiro: sem deixar vestígios.

 

Vampiros do sol nascente – Se isso parece uma Contradição, não se assuste. E que os principais suspeitos de vampirismo neste caso – ocorreu em Cascavel, PR, em abril de 1974 – eram japoneses. Segundo depoimentos da época, eles usavam uma kombi para seqüestrar crianças e extraíam- lhes sangue com uma seringa. As vítimas eram então abando- nadas, desmaiadas. A história assustou tanto os moradores – embora a polícia negasse tudo – que algumas escolas fecharam durante alguns dias, para evitar expor seus alunos.

 

Sede de sangue através dos tempos – Nem só em nosso século existem vampiros, vale destacar neste breve parêntesis. Eles, na verdade, são bem anteriores a Vlad Tepes (que viveu no século XV). Há 2.000 anos, os jovens gregos eram aconselhados a tomar cuidado com vampiros eróticos que os seduziam com o intuito de devorá-los. Na Idade Média, o cristianismo deixou arraigadas crenças de que, se uma pessoa morria excomungada, suicidava-se ou fazia um pacto com o diabo, ela era obrigada a viver dentro de sua tumba, saindo à noite para sugar o sangue dos parentes.

 

Em 1892, em Exeter, Inglaterra, ocorreu uma história incrível. A família Brown foi vítima de uma espécie de maldição, e várias mortes a atingiram. Quando um dos filhos, Edwin, começou a dar sinais de fraqueza, após a morte de sua mãe e de suas duas irmãs, e nenhum remédio o ajudava, concluiu-se o pior: ele deveria estar sendo vampirizado por uma das mulheres mortas. Decidiu-se exumar os corpos, e três caixões foram tirados da cova no cemitério local. Dois deles continham apenas esqueletos; mas o terceiro, da irmã Mercy, ao ser aberto, apavorou os presentes. Mercy estava exatamente com o aspecto de quando fora enterrada e ainda havia sangue em seu coração. Não houve dúvidas: o coração foi reduzido a pó (uma maneira original de eliminar vampiros) com um preparado químico especial. Mas Edwin morreu assim mesmo.

 

Antes disso, no século XVIII, os vampiros já atormentavam outras terras européias. Na Hungria, epidemias incontroláveis, à época, de doenças como a varíola, eram freqüentemente ligadas à ação de sugadores de sangue. E a caça aos vampiros era implacável. Tribunais especiais eram montados, e dezenas de suspeitos interrogados. Cadáveres não eram enterrados sem antes ficar expostos com o fim de verificar se eles se decompunham mesmo. Tumbas eram abertas – e, se o corpo não estava devidamente putrefato, estaca nele. E a cabeça era decepada.

 

Nem mesmo o século XX, quando começou, ficou livre das presas sedentas. Em 1924, Fritz Harman foi acusado de vampirismo em Hanover. Já em 1931, enforcava-se Peter Kurten, conhecido como o Vampiro de Dusseldorf, Alemanha. Ele assassinou pelo menos nove mulheres e crianças para sugar seu sangue. Dezoito anos depois, o inglês John Haigh teve o mesmo fim de Kurten. Ele cortava a jugular de mulheres, sugava o sangue e dissolvia os corpos em ácido sulfúrico.

 

 Depoimento de um vampiro – “Eu estava deitado no sofá outra noite, lendo um livro, e de repente veio aquela ânsia terrível de sangue. Eu sentia que tinha que sair e achar alguém para morder. Mas consegui me controlar”. Palavras do inglês Carl Johnson, um vampiro moderno confesso. Em 1974, ele vivia pertinho do cemitério de Exeter. E de dar medo. No mesmo ano, uma americana que se identificou apenas como Lilith contou que na adolescência costumava vagar pelas ruas de sua cidade em noites de lua cheia, com sede de pescoços. U ma vez adulta, o vício sossegou. Mas ela afirmou que tinha medo de que numa noite de lua cheia acordasse seca novamente, ao lado do marido, na cama. Não sabe o que aconteceria.

 

 

A vampira de Jacarta – Bem, os maridos de Tala, 25 anos, descobriram o que acontece quando se está casado com uma superdiscípula do Conde Drácula. E exatamente no que a mulher deles se transformava após o casamento. Não admira que esta moradora de Jacarta, na Indonésia, tenha enviuvado de cinco homens, todos atacados por forte anemia, que os deixou feito bonecos de cera. Os próprios pais da moça testemunharam contra ela –presa por suspeita de feitiçaria e vampirismo –, dizendo que seus genros enfraqueciam a olhos vistos. De manhã, após uma noite com Tala, saíam sempre exaustos. O corpo do quinto marido, examinado por um curandeiro local, não tinha uma gota de sangue venoso. Para o curandeiro, Tala tinha o espírito dominado por Negasjatingaron, um vampiro-mor das redondezas, a respeito de quem há lendas conhecidas no lugar.

 

Os irmãos sanguinários – Jan Marchwicki instigou seu irmão Zdzislaw... e este matou uma mulher em Katowice, Polônia, em julho de 1975. Depois, bebeu o sangue dela e gostou. Sacrificou e sugou outras treze, não sem antes forçá-las a fazer sexo. Zdzislaw ficou conhecido como o Vampiro da Silésia e, junto com o irmão e guru, foi enforcado. Felizmente não voltou do túmulo.

 

Seringa 11, a missão – Este caso aconteceu em Porto Alegre em 1978. Um menino foi atacado por um homem negro e barbudo que, segundo seu depoimento, picou suas mãos com uma seringa e recolheu o sangue numa garrafa, durante 30 minutos. Depois, deixou-o fugir e sumiu do mapa.

 

Vampiros felinos  – Em fevereiro de 1984, outra onda de mortes ligadas a bebedores de sangue se abateu sobre Banda Aceh, na Indonésia. 23 mulheres de 18 a 20 anos tiveram seu sangue sugado. O detalhe mais curioso da história é que os jornais noticiaram que os vampiros não se transformaram em morcegos, e sim em gatos, especialmente pretos, ao contrário do que reza a lenda. O resultado era de se esperar. A população saiu às ruas e realizou uma verdadeira matança de gatos. E não adiantou, pois o vampiro continuou atacando. A solução foi trancar as mulheres em casa até o monstro se saciar, ou desistir. 

 

Nosferatus adolescentes – Em certas regiões dos Estados Unidos, não se pode mais acampar tranqüilamente. Don Gall, que resolveu acampar com quatro rapazes em St. Cloud, Minnesota, em 1988, ao que parece foi autoritário demais com eles e se deu mal. Dias depois, o corpo de Gall apareceu boiando no rio Mississipi, e os rapazes foram presos. Confessaram ser vidrados em vampiros e pelo menos dois deles não resistiram ao chamado secular de Drácula, embriagando-se do sangue da vítima.

 

Bebida sublime E o que dizer de um vampiro que prefere sangue de carneiro a sangue humano? E ocaso do espanhol Rafael Pintos, de Pontevedras, que acredita ser o sangue humano um verdadeiro depósito de doenças para os vampiros. Beber sangue, para ele, é uma experiência sublime e, quando morrer, acredita, vai ser capaz de atravessar paredes, como outros colegas. Rafael, ao contrário de outros vampiros de carne e osso, é honesto pediu humildemente permissão à prefeitura de Pontevedras para beber o sangue de animais abatidos no matadouro da cidade e vagar à noite pelo cemitério local. O pedido foi indeferido. O vampiro é sempre um incompreendido, afinal.

 

Agora, reflita, caro leitor: com um pessoal desses, quem é que precisa de Drácula? Antes ele, que fica – se existe – escondido em seu castelo da Transilvânia (bem longe daqui, portanto), a seus pupilos atuais, que podem estar literalmente em qualquer lugar. Melhor comprar alho, crucifixos e estacas, e guardar. Nunca se sabe.

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~# RESTOS MORTAIS DE VAMPIROS #~


~# ESQUELETO DE SUPOSTA VAMPIRA #~

Por mais incrível que isso possa parecer, as pessoas acreditavam piamente na existência de vampiros e mortos-vivos na Europa no período entre 1300 e 1700.Eles eram comumente responsabilizados por diversas pragas, como a Peste Negra.
Em um período de tantas epidemias, algumas pessoas que abriam covas coletivas percebiam que alguns mortos se moviam, um pouco, outros ainda estavam com seus cabelos crescendo ou com presas maiores do que o normal. Isso era explicado pelo fato dos corpos estarem com gases acumulados, ou com bactérias que degeneravam partes de suas bocas, revelando os dentes e dando a impressão de que eles estavam comendo as mortalhas (véus colocados sobre o rosto do defunto). Para aquelas pessoas tratava-se de algum vampiro ou outro tipo de morto-vivo que se alimentava das mortalhas colocadas sobre seus rostos. Inclusive existiam textos médicos e religiosos que colocavam a culpa das doenças nos vampiros, pois assim estes poderiam recuperar suas forças consumindo os cadáveres e pessoas a beira da morte.


Alguns rituais mandavam colocar objetos que impedissem o vampiro de se alimentar como pedras grandes ou tijolos (foto). Mesmo que o ritual seja conhecido, esta é a primeira vez que arqueólogos conseguem identificar uma peça reproduzindo este ato. O crânio feminino está com um tijolo enfiado na boca, para impedí-la de se alimentar.
A descoberta foi feita na pequena ilha de Lazzaretto Nuovo, que fica a 3 quilômetros de Veneza e foi usada como sanatório para doentes no período da peste. O esqueleto foi retirado de uma cova coletiva de 1576.

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